Sides dá um balão na crise e comemora seu quarto ano

Como dizia a música do Leo Jaime, “enquanto a gente pensa que sabe de tudo, o mundo muda de cena em menos de um segundo”. Foi com essa frase que o publicitário Fábio Barreto, diretor de criação da Sides, definiu o mercado em entrevista ao Quiosque de Ideias. Em meio a uma crise nacional, que derruba em efeito dominó vários segmentos da economia, a agência, que completa quatro anos este mês, demonstrou uma performance impecável de crescimento e consolidação ao longo desses poucos anos. “Dizem que elogio em boca própria é vitupério, mas acho realmente difícil não falar com orgulho do desempenho da Sides nesse período. E sei que falo isso com a anuência dos meus sócios Dudu Martins e Guilherme Leite”, afirma Barreto.

Em uma análise do segmento, o publicitário destaca que o mundo da comunicação é mutante, traz mudanças constantes de humor, de conteúdo e de exigência. Mais ainda, vai da ostentação à prostração em um curtíssimo espaço de tempo. Segundo Fábio, quando a Sides começou, o momento era positivo, tudo ecoava o orgulho de ser carioca, agências de fora abrindo filiais na cidade, contratações em curso, Copa do Mundo e Olimpíadas no radar, enfim, os holofotes estavam aqui. Veio a crise, surgiram as dificuldades, empresas cortaram investimentos, agências cortaram equipe, muita gente boa foi para a rua e o cenário ganhou uma aparência sombria. “A realidade é essa. Cabe a nós não deitarmos em berço esplêndido, acreditando que as coisas vão dar certo apenas por sermos bem intencionados. E nós, como ambidestros cariocas acostumados a essas intempéries, vimos oportunidade na crise.”, conta.

Em meio a esse momento nebuloso, a Sides cresceu. A inquietude dos sócios em não ignorar a crise, mas se aproveitar dela para entregar melhor, mais rápido e acessível ficou ainda mais em evidência e fez toda a diferença. Para os clientes e para a história da agência. “Sabemos a importância de estudar o negócio, de lidar com as rachaduras, de trazer gente para brigar junto e de nunca esquecer nossa filosofia ambidestra: sonhar alto enquanto trabalhamos e trabalhar duro enquanto sonhamos”, afirma Barreto.

O publicitário lembra que a agência teve um primeiro ano incrível, superando até mesmo as expectativas mais otimistas. Cresceu exponencialmente no segundo ano, chegando a somar 24 clientes em 24 meses de vida. Depois, passou por uma fase de amadurecimento, reavaliou parcerias, otimizou processos e, na falta de uma definição melhor, tratorizou a crise. Em 2016, manteve-se focada, inquieta e sem abrir mão de sua vocação para seguir na contramão das dificuldades e do pessimismo que ainda assombra o mercado. “Sem sombra de dúvidas e sem nenhuma falsa modéstia, fomos uma das raras exceções nesse cenário moribundo, conseguindo crescer com estabilidade e solidez. E o ano ainda não terminou: temos novidades muito positivas que devem virar motivos de comemoração para os Ambidestros ainda esse ano!”, revela.

A nova sede reflete bem as mudanças e a evolução da agência. De acordo com Barreto, o triplex que abrigava os ambidestros mantinha um distanciamento físico que os fazia perder o “dedo no pulso” da equipe. “Encaramos essa proximidade como algo vital para o sucesso do negócio, para difundirmos o DNA da Sides e para compartilharmos a nossa filosofia empresarial. Por isso, buscamos uma nova sede, horizontalizada, que privilegia o olho no olho, o papo no salão”, destaca.

E sobre o futuro? Fábio Barreto é categórico: “por mais focado que estejamos e por melhor que seja o nosso breve histórico de vida, fico com o saudoso Ariano Suassuna: o otimista é um tolo; o pessimista é um chato; bom mesmo é ser um realista esperançoso”.